Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

GERINGONÇA À PORTUGUESA

Coisa malfeita, que ameaça ruína; obra maljeitosa e mal armada que ameaça desfazer-se.

Uma lição importante sobre rendimento mínimo garantido e igualitarismos ultrapassados,  (para reflexão!)

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca havia reprovado um aluno antes, mas uma vez, reprovou uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que um regime igualitário realmente funcionaria: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo no país seria igualitário e "justo." 
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência igualitária nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas de avaliação nas provas." 
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e portanto seriam "justas."  Porque iguais.   Isso quis dizer que todos iriam  receber  as mesmas notas, o que significou que ninguém iria ser reprovado.   Isso também quis dizer que obviamente ninguém iria receber um "20"... 
Depois das primeiras avaliações saírem, foi feita a média e  todos receberam "13".  Nesta altura quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram felizes da vida  com o resultado. 
Quando a segunda prova foi feita  os alunos  preguiçosos continuaram no seu ritmo, pois que acreditavam que a  média da turma os continuaria a beneficiar. Já os alunos aplicados  entenderam que, também, teriam direito a baixar o ritmo, agindo contra a sua própria  natureza.  
Resultado, a segunda média das avaliações foi " 8".
Ninguém gostou.  
Depois da terceira prova, a média geral acabou por descambar  e voltou a  descer para  o "5". 
As notas nunca mais voltaram aos patamares mais altos,   mas ao invés,  as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.   A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações e  inimizades que passaram a fazer parte daquela turma.  
No final das contas, ninguém se sentia  obrigado a estudar para beneficiar o resto da sala.   Resultado: Todos os alunos chumbaram naquela  disciplina... Porque todos eram «iguais». 
O professor explicou que a experiência igualitária  tinha falhado porque ela traduziu-se na desmotivação dos participantes. Preguiça e mágoa foi o resultado. "Quando a recompensa é grande", disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.  
  
"É  impossível levar o pobre à prosperidade através de acções que punam os mais afortunados pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, obriga a que  outra pessoa deva trabalhar sem receber. O governo não pode «dar» a alguém, aquilo que  tira a outro, alguém. Quando metade de uma  população começa a entender  a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.  É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."  ( Adrian Rogers, 1931)

Temos aqui uma geringonça à portuguesa Assim se prejudicaram os melhores professores. 30.11.2015. A avaliação regular de competências é desejável em qualquer carreira ou profissão. Quando os resultados mostram que apenas 35% dos avaliados não deram erros ortográficos e que um em cada cinco fez cinco ou mais erros num texto de 350 palavras, a avaliação deixa de ser recomendável e passa a obrigatória. Tratando-se de professores, como é o caso, mais ainda. Em Portugal, porém, há uma alergia crónica às avaliações. Prefere-se que sejamos todos iguais, todos capazes. E esta é uma das principais razões que sustentam a dificuldade nacional em se afirmar de forma colectiva e de, ao mesmo tempo, haver inúmeros portugueses que no estrangeiro, submetidos a avaliações e concorrência fortíssima, se destacam.

Em 2007, o PS criou a prova para avaliar os professores, o PSD deu-lhe continuidade, mas agora com o PCP e o BE, a avaliação vai desaparecer. Os socialistas falam de "uma geringonça" e apontam a solução do costume: "uma nova estratégia para este domínio". Está-se mesmo a ver que os professores vão deixar de dar erros tão básicos como os de ortografia.