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O ENTARDECER

O ENTARDECER

CONSEQUÊNCIAS DO CAMINHO-DE-FERRO

 

O caminho-de-ferro provocou profundas implicações económicas, sociais e até culturais:

A agricultura encontrou novos mercados e pôde vender géneros de pequena duração em zonas distanciadas, assim como especializar as suas produções.

Os centros urbanos foram abastecidos com regularidade, evitando-se crises de fornecimento.

Quantidades crescentes de ferro, carvão e madeira foram absorvidas, para o apetrechamento e consumo do novo meio de transporte.

Impulsionou-se a siderurgia, facilitada pela invenção do conversor Bessemer. Assim se obteve o aço, muito mais resistente que o ferro e simultaneamente maleável.

Favoreceram-se as operações financeiras, mediante o lançamento de ações e empréstimos por obrigações; construiu-se o aparelho bancário moderno; criaram-se sociedades por ações, o tipo mais aperfeiçoado de empresa capitalista no período da segunda revolução industrial.

Facilitou-se o povoamento de vastas regiões, nos E.U.A. e na Rússia, por exemplo.

Reduziram-se as tarifas e os custos dos transportes; estimulou-se o consumo de massas. Em suma, pôs-se fim ao isolamento de vastas regiões, integradas, desde então, numa teia de ligações. Com efeito, a dinamização das trocas criou um mercado unificado, o verdadeiro mercado interno com a dimensão de um mercado nacional. Ora, um mercado unificado e nacional é uma condição imprescindível à modernidade e ao desenvolvimento dos Estados.

Absorveu-se, também, mão-de-obra disponível, através de novas profissões, como ferroviários, carregadores...

Facilitou-se a correspondência, reduziu-se a metade o custo das deslocações dos viajantes; justificou-se a produção mais frequente de publicações periódicas.

Concluindo, as distâncias encurtaram-se, circularam ideias novas, o Capitalismo triunfou.