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O ENTARDECER

O ENTARDECER

“ COMO MUDAR A POLÍTICA “

"Os políticos resistem o mais possível às mudanças, só as admitindo quando já é demasiado chocante tudo continuar na mesma.”

“Visão 09.05.01

Julga-se serem muitas as causas que concorrem para o estado em que se encontra a nossa democracia e a sociedade.

Possíveis “Fatores de Distorção”:

“Saber tudo acerca de nada “

Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada», mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados, o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas, provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades. Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada, mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina, uma operação aritmética simples, da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe.”       

 Expresso 17 Agosto 02

Não será nunca demais, insistir na educação que temos dado aos nossos filhos e netos, vai para um quarto de século. Com toda esta permissividade temos estado a hipotecar o futuro do País e a credibilidade do nosso presente!

Modificado o estado caótico do ensino só passados anos poderemos assumir em pleno a batalha do comportamento.

É infelizmente, um trabalho muito demorado.

A demagogia eleitoral é outro dos fatores de distorção a corrigir para que a democracia possa melhorar e os políticos ganhem maior credibilidade.

É impensável um candidato a primeiro-ministro em campanha vir dizer que “ enquanto houver uma criancinha com fome ou em lista de espera nos hospitais não se fará o novo aeroporto da Ota”, para decorridos três meses o seu ministro das Obras Públicas anunciar, por duas vezes, o arranque do tal aeroporto! Falar verdade, mesmo em tempo eleitoral, é indispensável para a credibilidade do regime político.

A verdade é que a situação do País é altamente preocupante e só uma pequena elite tem privilégios comuns ao normal cidadão da União Europeia! Somos cada vez mais últimos na Europa!

Esta situação é própria dos países do terceiro mundo. O segredo é uma coisa oposta à transparência e, sem esta, não podemos dizer que vivemos em democracia. O nosso País precisa, isso sim, de organizações que debatam as grandes dificuldades que enfrentamos, até pode ser em segredo, mas no plano da execução o «segredo» tem que ficar de fora, para que tudo se possa refletir no máximo de transparência.

Ela é a única forma de captar a confiança do povo e a sua inteira motivação para a luta que nos espera.

As soluções passarão por uma maior participação civil, acompanhada por políticas de educação eficientes, e pela criação de instituições justas e responsáveis, que protejam os direitos humanos e as liberdades básicas.     Neste contexto era importante que o Governo prestasse atenção prioritária aos seguintes projetos de mudança:

1-Redefinir o papel do Estado e reestruturá-lo.

2-Apostar na concorrência e abandonar os protecionismos regulando adequadamente os mercados e afirmando a independência face aos vários lóbis e corporações.

3-Reformar o sistema fiscal, moralizá-lo e não permitir a fraude e a evasão fiscal, seja na definição do âmbito do seu papel e atividade, seja na organização e forma de trabalhar.

O Estado precisa de uma verdadeira revolução e rutura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e atividade, seja na organização e forma de trabalhar.”