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O ENTARDECER

O ENTARDECER

CARTAS ANÓNIMAS

MAL ENDEREÇADAS

A associação cultural de muitas e grandes exposições, de um Grupo de Teatro com pergaminhos no concelho, que apoiava e dava lanche a idosos e muitas outras pessoas com deficiência, que se deslocava a dois lares semanalmente colocando gente triste e só, ocupada, essa associação já não existe! Deu lugar a qualquer coisa que os grupos disputam à vez, a qualquer coisa, onde não há lugar para a dedicação, carinho e amor ao próximo. Sobrou um lugar para a maledicência, para a “carta anónima”, para um colectivo despersonalizado, onde não cabe a liberdade individual! É pena, muita pena. O dinheiro, amealhado durante mais de dez anos, foi entregue ao presidente do Conselho Fiscal Fernando Marques, e pouco tempo depois tinha desaparecido todo. Antes, as contas eram apresentadas e aprovadas em Assembleia Geral de sócios, tudo com muita clareza, desaparecida rapidamente.

Vinha-se adivinhando isso, motivo pelo qual eu quis ser substituído. Apoiei com lealdade na qualidade de mandatário quem me traiu (Emília Moura) em razão de uma “estranha” obediência a Fernando Dias e Jeni Martins. É essa obediência cega que me custa a aceitar. Por idealismo, não foi certamente!

Talvez se encontre nisto tudo, isso sim, um fio condutor que começa e acaba em “cartas anónimas”. Hoje, sem recurso aos documentos (fotocópias dadas por associados amigos), não me poderia defender, seria arrastado na lama sem qualquer apoio. Pelo meu passado só quem fosse cego acreditaria nestes assaltantes de meia-tigela.

Este não é o mundo que eu preciso para respirar. Os processos apresentados, falam por si. A própria CMO confessou os dados errados publicados nas revistas camarárias. Que Deus lhes perdoe. Coitados!