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O ENTARDECER

O ENTARDECER

AS FORÇAS DE BLOQUEIO

Ninguém duvidará da honestidade e competência daquele que é considerado por muitos o melhor primeiro-ministro da nossa democracia, contudo ficou sempre por esclarecer quem eram as ditas forças. O autor acredita que elas existiram e tinham sobretudo uma acção bloqueadora.

As palavras ou expressões a que nos vamos referir têm uma acção muito mais complexa, pois funcionam em sentido muito lato, tanto podem bloquear como fazer fluir, dependendo tudo das circunstâncias.

Tal como as bruxas, nas quais poucas pessoas acreditam, também o “ sistema “ existe, embora, como elas, nada visível.Penso que ele assenta, sempre, num “ vanguardismo iluminado “, apoiado em exércitos numerosos de “tropas de choque “ para quem o escrúpulo tem enorme elasticidade e que estão permanentemente de mão estendida à espera de benesses. Naturalmente que neste momento estamos de novo a entrar em levitação.

O estado da nossa sociedade civil é realmente o problema crucial que hoje nos aflige, e que não tem nada a ver com as elites, essas sim, indispensáveis ao nosso desenvolvimento.

Nesta ficção, a preocupação reside nos meios de que elas (elites) deitam mão, acabando por se criar uma situação na sociedade civil extremamente pantanosa e, por isso mesmo, muito injusta para o normal cidadão.

Com o trabalho apresentado, aparece a pretensão de clamar, a quem detém o poder sobre estas coisas, para que comecem a corrigir a rota lentamente mas com firmeza enquanto é tempo.

Neste Portugal que orgulhosamente deu novos mundos ao mundo, hoje, só por receio, é que as pessoas mais esclarecidas não gritam alto e bom som, que na actual sociedade civil portuguesa HÀ MEDO. É ele que tolhe todo o grande sentido criativo do povo que fomos e, que necessariamente ainda seremos.