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O ENTARDECER

O ENTARDECER

“AS CAPELINHAS”

 

Vivemos num país de “capelinhas”! Em Portugal é complicadíssimo que um cidadão ou um grupo de cidadãos consigam manter uma associação! A solicitação de um qualquer apoio governamental, camarário ou mesmo de uma junta (conferido por lei), transforma-se subtilmente num pedido armadilhado. Antes do subsídio que na maior parte dos casos não vem, surgem pressões de todo o tipo, diretas ou não, para que tal associação seja enquadrada num qualquer “grupo político” afeto ao domínio do decisor da subvenção. Esta realidade, esconde normalmente interesses políticos pouco confessáveis e vaidades ou invejas pessoais de baixa estirpe.

Deveria ser de valorizar todas as iniciativas de gente com provas dadas a favor da cidadania ativa, mas não, aquele que se mete em tais ideologias, acaba normalmente difamado na praça pública ou coisa ainda pior! Vivemos num mundo cão, dada a facilidade com que ministros ou autarcas, decidem sobre a entrega do dinheiro dos impostos pagos pelo povo! A lei pouco adianta, é sempre contornada.

É este espirito massificador, unificador e castrador – muitas vezes canhestro e arrogante, que impera entre muitas das cabeças que, nas mais das vezes, contornam a lei a favor dos seus interesses políticos ou pessoais. Destes e outros comportamentos iguais, resultam o estado do país que temos e nos sacrifícios que são pedidos ao povo.