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O ENTARDECER

O ENTARDECER

Análise histórica da Cardiga.

 

Numa tentativa de produzir uma análise de uma Quinta, mais antiga que o nosso País, tentaremos não esquecer o espaço que ela sempre ocupou, nem do tempo em que tal aconteceu.

Começando pelo tempo, vamos imaginar a origem do seu próprio nome: supomos que ele terá origens no latim ou nos seus primeiros habitantes. Faz algum significado pensar que Cardiga se reporte à existência de muitos “cardos” ou se relacione com as suas variadas origens!

Observando sempre, as etapas que ultrapassou no seu longo percurso de vários séculos, reinados e gerações, bem como as famílias, quando isso for possível.

Quanto ao espaço que foi ocupando, resta reflectir nas marcas que esta quinta foi deixando, como sejam as culturas implementadas e desenvolvidas, as construções edificadas e como ainda, hoje ainda são recordadas e admiradas. Sem nunca esquecermos a sua partilha nas enormes conquistas mundiais, feitas por Portugal!

Não será por acaso, que esta quinta andou de mãos dadas com as duas maiores Ordens religiosas-militares que este país teve até hoje: os Templários e a Ordem de Cristo. A primeira, em tempos da reconquista Cristã, e a segunda aquando dos Descobrimentos Portugueses! Não terão sido por acaso os festejos ocorridos anos atrás, sobre a ocorrência dos 500 anos da descoberta do Brasil! A tudo isto e muito mais estiveram ligados grandes Comendadores da Cardiga. Pensamos ser oportuno lembrar dois deles: Frei Gonçalo Velho Cabral, primeiro donatário das Ilhas de Santa Maria e de São Miguel, e Nuno Furtado de Mendonça, genro de Pedro Alvarez Cabral descobridor do Brasil. Bem como a sua mulher D. Isabel de Castro, sobrinha do afamado herói da Índia, Afonso de Albuquerque.

No capo da agricultura, a sua obra é vastíssimo, e desde a fundação do nosso país, salientando-se depois o grande objectivo do desvio do percurso do Tejo, (na última fase do reinado de D. João III – 1521/1557).

Esta Quinta, atravessou a Monarquia, o Liberalismo, passou pela República, ultrapassou o 25 de Abril e a CEE, chegando por fim e por falta de respeitabilidade das gentes actuais, à fase que agora vive de abandono, e que ela nunca mereceria, depois de ter estado ligada ao nosso país  longos séculos, em tudo que ele teve de maior.