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O ENTARDECER

O ENTARDECER

A EXPANSÃO TURÍSTICA TEM LIMITES?

 

Em Portugal o turismo é uma importante actividade económica. Em 2008, de acordo com dados preliminares do INE, o turismo gerou cerca de 5% do VAB da Economia, ou seja, cerca de 7,3 mil milhões de Euros. Portugal ocupava nesse ano o 15º lugar, numa lista de 130 países, no ranking de competitividade do sector turístico. Globalmente subiu sete posições em relação a 2007 e quatro posições no conjunto dos 27 países da União Europeia (Portugal Digital, 2008).

Em Espanha, uma terra romântica, com uma história grandiosa e fogosa que ainda deixa as suas marcas nos seus habitantes, este país é um íman de turismo desde os anos sessenta. A imagem cliché de touradas e sangria ainda existe, assim como as Costas Marítimas, a abarrotarem de turistas,  vermelhos como lagostas, mas Espanha tem muito mais ... e parece ter compreendido, que para tudo tem de haver limites! Impôs limites nas entradas de turistas! Demasiadas quantidades, podem representar uma morte prematura!

Voltando a Portugal, quem ouve ou lê a comunicação social, depara-se com um alarde que, como sempre, atribui no futuro a posição de maior operador europeu ao nosso país. Estamos habituados a todos estes exageros e temos de dar o devido desconto! Neste campo da economia, como em muitos outros, teremos de deixar de lado a propaganda governamental e partir para aquilo que é verdade, temos uma boa oferta, principalmente pelo nosso baixo custo e acima de tudo pela hospitalidade do nosso povo.

Espanha foi obrigada a impor limites à entrada turística em massa.Diz-se em Portugal, que devemos desconfiar daquilo que é demais, ou ainda que tudo o que é demais parece mal. Nem tudo será positivo nestas ondas turísticas levadas ao exagero e, mal por mal, já cá temos hábitos a mais na sociedade, para combatermos, pelo que será demais deixarmos contagiar o nosso panorama social! Assim, casos como juventudes demasiado irreverentes e outros desvios pouco saudáveis tão conhecidos, tudo poderemos e deveremos fazer para não deixarmos que contaminem a nossa sociedade, em nítida decadência. A boa imagem dos nossos bares, discotecas, hotéis, guias turísticos, praias e população portuguesa no seu todo, será imprescindível na durabilidade deste ramo de actividade económica. Pensar no futuro é dever de todos nós.