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O ENTARDECER

O ENTARDECER

LIBERAIS E ABSOLUTISTAS

 

Os liberais desembarcam em Portugal pela mão de D. Pedro, que defrontava o seu irmão D. Miguel, líder dos absolutistas, em acesa guerra civil!

Se os absolutistas detinham o poder em Portugal desde que este país foi tornado independente, já os liberais acarretavam em si mesmo, algo profundamente novo, ou seja, muita ideologia. Todavia as ditas Guerras Liberais, trouxeram ao nosso país, navios com idealistas professos desta nova ideologia, mais propriamente o Liberalismo. É aqui que se levanta o problema: “O que é o Liberalismo”?

Ainda hoje poucos definem com exatidão a suposta carga ideológica que o termo acarreta! Tal vocábulo (liberalismo) envolve um complexo de significações onde entra uma certa atitude vital no comportamento corrente, e uma visão global do mundo e da vida; um movimento de ideias; um sistema de organização política, social, económica e até religiosa com as instituições que lhe são próprias etc. O termo que é posterior à realidade por ele designada, deriva do  espanhol.” Liberales” que à volta de 1808 já era sinónimo, no singular, de «tolerante» e que nas cortes de Cádis de 1812 logo revestiu matiz claramente política. A sua exportação para Inglaterra, de onde a ideia e o sistema tinham sido importados, data de 1816, quando Southey fala dos ” British Liberales”.

Julga-se existir em Portugal, uma noção sobre palavra liberalismo, associada às guerras liberais e às décadas seguintes. Também parece que as pessoas tomam por liberal uma pessoa aberta a mudanças.

Se tantas dúvidas existem, ainda hoje, sobre o termo “Liberalismo” como seria nos tempos em que essa guerra fazia ferver o calor humano em Portugal! Desde há muito se conta que, em plena guerra, um soldado encontra na rua, um idoso ancião, de tez muito carregada, e pergunta-lhe:

“Bom homem, quem queres tu que vá ganhar esta guerra, D. Pedro ou D. Miguel de Bragança”?

O pobre homem tira da cabeça um velho carapuço e responde meio confuso:

“Nem Pedro nem D. Miguel de Bragança, andaram os dois na mesma pança e eu não me entendo com esta dança”

 

LUTAS LIBERAIS EM PORTUGAL

 

Após a morte de D. João VI em 10 de março de 1826, D. Pedro, legítimo herdeiro do trono de Portugal, sendo detentor da Coroa imperial brasileira, era considerado um estrangeiro, o que, pelas leis então vigentes quanto à sucessão, o tornava inelegível para o trono português.

A regência, nomeada em 6 de março de 1826, apenas quatro dias antes da morte do rei, na pessoa da infanta D. Isabel Maria, declarou-o rei de Portugal. A situação, porém, não agradava nem a portugueses nem a brasileiros. Em Portugal, muitos defendiam a legitimidade do trono para D. Miguel, irmão de D. Pedro.
D. Pedro procurou uma solução conciliadora. Assim, após outorgar a Carta Constitucional a Portugal (29 de abril de 1826), abdicou a favor de sua filha D. Maria da Glória, na dupla condição de esta desposar o seu tio D. Miguel e de este jurar a Carta.
D. Miguel não só celebrou os esponsais com a sobrinha como jurou a Carta Constitucional outorgada por seu irmão. Porém, decorrido pouco tempo, faltou ao compromisso assumido, nomeou um novo ministério, dissolveu as Câmaras em março e, convocadas as cortes à maneira antiga, foi proclamado, pelos três estados do reino, rei absoluto.
Foram então sufocados os focos de reação anti miguelista. Os liberais emigraram em massa, e os que ficaram foram alvo do terror miguelista.

Os exilados, após se reunirem na Ilha Terceira, sob os auspícios de D. Pedro, seguiram para o norte do País. Tinha assim início uma guerra civil que se prolongaria por dois anos (1832-1834) e que levaria ao trono D. Maria II.

Os liberais, permaneceram no Porto, sendo agora a sua vez de cometer um erro estratégico, ao ficarem sitiados na Cidade Invicta. No dia 13 os miguelistas atacaram violentamente, sem, no entanto, obterem grande êxito. Cinco dias volvidos, travou-se o combate de Penafiel, após o qual os liberais foram forçados a voltar ao Porto.

Pedro, na impossibilidade de ocupar o norte do País como previra, reorganizou o exército, entregando o governo das armas do Minho ao brigadeiro Sebastião Drago Cabreira. Entretanto, as tropas miguelistas passaram a ser lideradas pelo general Gaspar Teixeira e deu-se início ao cerco da cidade. Todo o mês de agosto se passou sem ações de grande importância de qualquer das partes. Em 8 de setembro, os realistas iniciaram os ataques e bombardeamentos, conseguindo no dia 16 ocupar o morro das Antas. Gaspar Teixeira decidiu então preparar um assalto à cidade, que ficou marcado para o dia 29, dia de S. Miguel. No entanto, encontrou uma tal resistência que depressa o assalto se transformou numa retumbante derrota.

O cerco prosseguia e na cidade do Porto começava a escassear tudo. A proximidade do inverno não melhorava as expectativas. No dia 1 de janeiro de 1833 desembarcou na Foz o general João Batista Solignac, a quem foi entregue o comando das forças liberais. Apesar da sua idade algo avançada (contava 62 anos de idade), fez crescer a esperança entre os apoiantes de D. Pedro. Por sua vez, no início de fevereiro, o comando das forças miguelistas passou para o conde de S. Lourenço, para evitar a continuação das rivalidades entre o general Póvoas e o visconde de Santa Marta. No Porto surgiam dois novos inimigos: a cólera e o tifo. Os liberais começavam a pensar seriamente na capitulação.
No dia 1 de junho, Palmela desembarcava na Foz, trazendo consigo voluntários e navios, à frente dos quais estava o capitão-de-mar-e-guerra Carlos Napier. No dia 21 de junho partia uma esquadra liberal rumo a sul, sob o comando do duque da Terceira.
Em 5 de julho o exército realista lançou um violento ataque à cidade, convicto de que a partida da esquadra enfraquecera o poder das tropas ali estacionadas; mas, uma vez mais, o ataque foi repelido. No dia 25, novo e ainda mais vigoroso ataque das tropas realistas, agora já sob o comando do marechal de Bourmont. Os absolutistas foram de novo derrotados.

No dia seguinte, D. Pedro partiu para Lisboa, já ocupada pelo duque da Terceira, deixando a Saldanha a defesa da cidade do Porto. No dia 18 de agosto, Saldanha conseguia uma brilhante vitória que obrigava os absolutistas a levantar parte do cerco e, posteriormente, a retirar as restantes forças. Em 20 de agosto, Saldanha regressou ao Porto em triunfo.
Após o desastroso cerco do Porto e a derrota da Asseiceira (16 de maio de 1834), o exército miguelista retirou para o Alentejo diante do avanço de Saldanha e do duque da Terceira.
D. Miguel, apercebendo-se da fragilidade do seu exército, fruto das baixas e das deserções, reuniu um Conselho em Évora (23 de maio), em que deliberou pedir um armistício aos liberais. O general Azevedo e Lemos, comandante dos absolutistas, interpelou os generais Saldanha e Terceira com o intuito de serem discutidas as condições. Saldanha e Terceira fizeram-lhe saber que D. Pedro não aceitaria qualquer proposta que não fosse a rendição incondicional. Acrescentaram ainda que as suas tropas continuariam a avançar em direção a Évora, onde estava estacionado o exército miguelista, até que este se rendesse. D. Miguel, vendo-se incapaz de prosseguir a guerra, aceitou a rendição nos termos que ficaram definidos na Convenção de Évora-Monte.

 

ALI O "QUÍMICO"

 

De óculos escuros e roupa à civil, Ali vagueia, impune, pelas ruas. È um dos polícias afetos ao regime de Saddam Hussein que despiu a farda e que goza da liberdade do caos que se vive no pós-guerra de Bagdad. O seu testemunho dado a Mark Franchetti, enviado do «Sunday Times» à capital iraquiana, é uma espécie de símbolo do regime que chegou ao fim. O relato que fez aos jornais revela parte da barbárie que, aos poucos, se vão descobrindo entre os escombros deixados pelas bombas da coligação, através das mais diversas declarações de ex-presos políticos sobreviventes. Ali era responsável por castigos a dissidentes. Sob o olhar dos familiares, na via pública, a vítima ouvia o veredicto enquanto os guardas lhe cortavam a língua, as mãos ou a cabeça, de acordo com a sentença. E os motivos poderiam ir da oposição “oficial” ao regime até a um mero desabafo proferido contra Saddam Hussein na rua. Ao ser instado a dizer em quantos castigos tinha ele participado com as suas próprias mãos, respondeu, de forma tão fria quanto os métodos que utilizava: «Ia precisar de uma calculadora». Mas acabou por assumir que cortara a língua a 13 pessoas, além da participação no assassinato de outrs 16 e decapitações. Entre as vítimas conta-se feras Adnan, um comerciante de 23 anos, acusado de insultar o Presidente durante uma rixa no mercado de Bagdad. Perseguido pela polícia, Adnan conseguiu refugiar-se e esconder-se nos arredores da capital. Chegados a sua casa, perante a sua ausência, os agentes detiveram um tio, um irmão e dois dos seus primos. Na prisão, torturaram-nos com choques eléctricos. Depois chegaria a vez dele. Foi entregue ao corpo policial ao qual pertencia Ali e levado para casa do pai, no norte de Bagdad. À frente da família, Feras Adnan foi amarrado e vendado. Apesar dos apelos insistentes do pai, os guardas cortaram-lhe a língua com uma faca. Mas, desta vez, não chegaram a conseguir concluir o serviço. Adnan ainda exibe a cicatriz e mal articula as palavras, mas conseguiu relatar a sua experiência. Contudo, Ali subestima os seus actos. «Nem sequer pensava no que fazia. Não era mais do que um trabalho», afirma, acrescentando: «comecei a sentir-me mal com os castigos, o das línguas, o das mãos e as decapitações». O antigo dirigente iraquiano Ali Hassan al-Majid, mais conhecido por «Ali, o Químico», foi detido no Iraque e está sob custódia das forças norte-americanas. Quando da ressurreição curda no norte do Iraque, em 1988, al-Majid, então comandante do exército, terá ordenado um ataque com armas químicas que matou milhares de curdos, episódio que lhe valeu a alcunha de “Ali, o Químico”. As segundas e quartas-feiras eram dias de execução de opositores de Saddam Hussein na prisão mais famosa do Iraque. O ritual repetia-se como um relógio e foi aparentemente realizado pela última vez dias antes da guerra. 

COMO NASCERAM AS NAÇÕES UNIDAS

Depois da II Guerra Mundial, que tão grandes sofrimentos causaram a milhões de pessoas, existia um sentimento generalizado de que tinha de se encontrar uma maneira de manter a paz entre as nações. A ideia de criar as Nações Unidas não surgiu do dia para a noite. Foram precisos anos de planeamento antes de a Organização vir a existir.

Onde é a sede das Nações Unidas?

Na primeira reunião da Assembleia Geral, em Londres, ficou decidido que a sede permanente da Organização seria nos Estados Unidos. Em Dezembro de 1946, John D. Rockefeller, Jr., ofereceu mais de oito milhões de dólares para compra de parte dos terrenos na margem do East River, na cidade de Nova Iorque. A cidade de Nova lorque ofereceu o resto dos terrenos e efectuou muitos melhoramentos.

Os quatro edifícios que constituem a Sede das Nações Unidas são:

  • O edifício da Assembleia Geral, baixo e com uma cúpula;
  • A torre de 39 andares, em vidro e mármore, do Secretariado;
  • O edifício das Conferências, baixo e rectangular, na margem do rio;
  • A Biblioteca Dag Hammarskjold, situada no canto Sudoeste do perímetro.

Se bem que a Sede das Nações Unidas esteja situada na cidade de Nova lorque, o terreno e os edifícios são zona internacional. Isto significa que a ONU tem bandeira própria, seguranças próprios, correios próprios e até mesmo selos próprios.

GUERRA CONTRA AS MULHERES

 

O regime talibã mergulhou o país num estado brutal de “apartheid” do género, no qual as mulheres e as meninas foram destituídas de todos os seus direitos humanos básicos. As mulheres nem os olhos podem mostrar, ou sequer falar. As meninas não podem ir às escolas, as professoras são proibidas de trabalhar, dão aulas secretas a pequenos grupos. Há ainda mulheres que se pintam, secretamente, pois a maquiagem também é proibida. Uma mulher que foi executada, estava ajoelhada, completamente envolta no seu xador azul claro, lamentava-se e implorava, quando um miliciano se aproximou vagarosa e displicentemente pelas suas costas, encostou o cano do seu fuzil à sua cabeça e atirou. Vê-se a bala cravando-se no chão e um jorro de massa encefálica.

GUERRA DO GOLFO

 

O estado latente de conflito que o Médio Oriente representa há milénios, degenerou nos últimos tempos em guerras de grande dimensão. Nestas o Iraque tomou parte activa, começando-se a notar a sua agressividade na chamada guerra do Golfo. Prejudicado pelo baixo preço do petróleo no mercado mundial no início da década de 90 e com uma dívida externa de US$ 80 biliões, o Iraque invadiu o Kuwait em Agosto de 1990. Para tanto, Saddam Hussein acusou o Kuwait de causar a baixa no preço do petróleo vendendo mais que a quota estabelecida pela OPEP, exigindo indemnizações, reivindicou territórios Kuwaitianos. A invasão do Kuwait fez com que o presidente norte-americano George Bush enviasse tropas para o Golfo e o Conselho de Segurança da ONU impusesse um boicote económico ao Iraque. Em resposta, Saddam Hussein proclamou a anexação do Kuwait e ordenou a prisão dos estrangeiros ali residentes. Pela primeira vez, Estados Unidos e União Soviética ficaram do mesmo lado num conflito militar, juntamente com a Síria e Arábia Saudita. A oscilação dos preços do petróleo e as quedas nas bolsas de valores mundiais fizeram com que os Estados Unidos pressionassem cada vez mais a ONU a autorizar medidas de força contra o Iraque. Por outro lado, Saddam Hussein passou a vincular a retirada das suas tropas do Kuwait com a criação de um Estado palestiniano, fazendo crescer os conflitos entre judeus e palestinianos em Israel. A ONU, então, autorizou o uso da força caso o Iraque não deixasse o Kuwait até 15 de Janeiro de 1991. Dois dias depois do prazo estipulado pela ONU, os americanos iniciaram os bombardeamentos contra as forças iraquianas e destruíram o Iraque. Em represália o Iraque bombardeou Israel e a Arábia Saudita. No final de Fevereiro, as forças da coligação (formadas por 28 países e encabeçadas pelos Estados Unidos) invadiram o Kuwait e o sul do IRAQUE sem encontrar resistências. Morreram durante as seis semanas que durou o conflito, mais de cem mil iraquianos e 126 membros

O MURO DE ISRAEL

 

Os americanos têm estado a pressionar Israel com ameaças de cortes nos créditos já concedidos – indispensáveis para os judeus – se o Governo de Sharon não abandonar, ou de outro modo alterar, a construção do muro entre Israel e a Cisjordânia com o propósito disfarçado de marcar o seu território, aumentando a segurança, incluindo com ele para sempre colonatos ilegais e dificultando a criação de um Estado Palestiniano.

Há dias numa visita a Washington, o primeiro-ministro israelita Sharon, declarou que a construção do muro ia continuar. No muro, a ser construído, e que apresenta grande robustez e dimensões de assinalar, os israelitas depositam grandes esperanças de conseguirem conter os ataques suicidas dos palestinianos. Mesmo com a melhor das boas vontades nesta antiga disputa entre judeus e palestinianos a questão de fundo é um nó górdio. De um lado os árabes, muitos dos quais acham que não se contentam com as fronteiras que a comunidade internacional lhes reconhece, e que continuam a instalar colonatos ilegais em terra palestiniana. Com toda esta descrição, é fácil constatar a zona conflituosa que é o Médio Oriente, a sua extraordinária longevidade neste aspecto e, em particular, muito principalmente nesta zona da Palestina. Assim, no Médio Oriente concentram-se todas as causas atrás referidas, como sejam interesses económicos (petróleo) e, nomeadamente, fortes motivações religiosas. A esta seguir-se-á a escassez de água potável. Daí toda a conflitualidade. De muitos séculos.

A HISTÓRIA DE JERUSALÉM

 

Jerusalém, al-Quds al-Sharif (a nobre cidade santa), tem uma longa e rica história acentuada por seu significado religioso, simbólico e estratégico. Ela permanece como testemunha da vida e das culturas dos numerosos povos que ali reinaram. A longa historia, sua importância central e o imaginário espiritual da cidade deram origem a uma vasta literatura sobre o passado de Jerusalém. E graças à emoção que a cidade suscita, poucos autores foram capazes de resistir a colorir os seus trabalhos com análises selectivas visando a mostrar que grupos de pessoas têm mais direito sobre a cidade. O resultado é que agora se pode achar diversas fontes de apoio a qualquer argumento, e que há pouco consenso acerca de longos períodos da história da cidade. Na verdade, há, provavelmente, poucos assuntos que tenham gerado tanta pesquisa e análise mutuamente contraditórias. Portanto, uma revisão geral da história de Jerusalém não deveria se deter sobre detalhes, mas ao contrário, tentaria detectar as linhas gerais que se combinam para formar o legado de Jerusalém. A diversidade e santidade da cidade, bem como seu potencial como um centro de convergência de diversas civilizações e intelectuais, são a grandeza de Jerusalém. É este legado que nós, que lidamos com Jerusalém presentemente, devemos lutar para proteger.

OS CRITÉRIOS DIVINOS

OS CRITÉRIOS DE DEUS NOSSO SENHOR

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:

- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei(?)

- Aos Ingleses, organizados e pontuais.

- Aos Argentinos, chatos e arrogantes (?)

- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

- Aos Italianos, alegres e românticos.

- Aos Franceses, cultos e finos (?)

- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos.

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:

- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos portugueses foram dados três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.
- Isto é verdade!
- Façamos então uma correção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!

- Assim, o que for político e honesto, não pode ser inteligente.
- O que for político e inteligente, não pode ser honesto.
- E o que for inteligente e honesto, não pode ser político.

Palavras do Senhor!!!.

QUANDO O CARNEIRO RECUA …

 

A MARRADA É BRUTAL!

O difícil combate ao défice

O mais alto défice orçamental português, de 8,6 por cento, aconteceu em 1981. Desde então, as contas portuguesas nunca conseguiram atingir o equilíbrio. Independentemente do valor apurado para qualquer um dos défices anteriores, o desequilíbrio nas contas do Estado ficou sempre acima do limite de 3 por cento estipulado no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), mas Portugal não incorreu em sanções, já que o PEC está atualmente suspenso.

O novo Governo minoritário de José Sócrates (2009) inicia assim funções com a dupla tarefa de consolidar as contas públicas e, ao mesmo tempo, escolher o momento certo para começar a retirar os estímulos à economia, uma das razões pelas quais o desequilíbrio nas contas públicas terá mais do que duplicado em 2009.

Durante os últimos dez anos, os défices públicos de Portugal já explodiram inesperadamente em três anos. E nos mais de trinta anos de democracia, o desequilíbrio das contas públicas é muito semelhante ao que se viveu na 1.ª República. Veja-se aqui a história em números.

A história das contas públicas portuguesas vistas pelo défice público revelam que os défices da era da democracia pós – 25 abril 74 só estiveram em valores em torno dos três % após as intervenções do FMI em finais dos anos 70 e nos inícios dos anos 80, no início da entrada no euro em 1999 e mais recentemente.

Durante esta primeira década do início do séc. XXI, estes dois anos em que vivemos, correspondem à terceira explosão do défice público.

A primeira explosão do défice público foi em 200, quando Durão Barroso assumiu a liderança do governo PSD, após a saída do socialista Guterres. Com Manuela Ferreira Leite como ministra das Finanças, o executivo do PSD anunciou ao país que existia um buraco orçamental e o défice público de 2001 era afinal de 4,3% do PIB e não estava abaixo dos 3% exigidos por Bruxelas.

A segunda explosão acontece também numa mudança de partido no governo, em 2005 o novo governo agora PS liderado por Sócrates anuncia que herdou contas públicas em descontrolo culpando o PSD e o défice público termina em 6,1%.

Os anos de 2009 e 2010 registam a terceira explosão do défice na década, do ponto de vista político é o primeiro caso em que os partidos políticos do poder não se podem culpar um ao outro.

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