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O ENTARDECER

O ENTARDECER

MOTIVAÇÕES RELIGIOSAS

 

Desde o princípio dos tempos, as pessoas olharam para a religião como um meio de explicar o mundo à sua volta e o universo escondido para além do seu alcance. As religiões formam um núcleo duro das diversas culturas e sociedades e definem o modo como os seus seguidores entendem o mundo. As religiões oferecem aos seus aderentes uma estrutura consistente de organização ética, moral e social que lhes permite fazerem parte da sociedade. Num mundo cada vez mais independente, perceber o papel da religião numa cultura específica pode ajudar a compreender melhor os outros e a nós próprios.

Todos sabemos que a guerra é tão antiga como os homens! Vamos, pois, começar por admitir como prováveis origens desta, motivos religiosos. Para tal valerá a pena fazermos uma leve abordagem sobre as religiões nascidas nesta região da Terra (Médio Oriente), onde a guerra está prestes a estalar e, com isso, verificarmos possíveis causas que possam estar a elas ligadas. Segundo a Bíblia, a cidade de Ur, no Iraque, foi o local onde nasceu Abraão, o pai das três religiões monoteístas (Judaísmo, Islamismo e Cristianismo). Esta cidade foi o centro sagrado da Suméria, tendo atingido o apogeu por volta de 2100 a.C.

A SOCIEDADE GLOBLAL

 

Quem tiver por hábito manter-se informado sobre o mundo, sabe de previsões de organismos internacionais cheios de credibilidade, no sentido de uma certeza absoluta: a escassez, dentro de duas ou três dezenas de anos, de bens essenciais à manutenção do nível de bem-estar dado como adquirido na Terra, pelos países mais desenvolvidos. Serão os casos, além de muitos outros, do petróleo e, mais ainda, da água potável! A confirmarem-se tais previsões, e se outras soluções não forem encontradas, o «caos» instalado poderá tornar-se muito perigoso!

Mesmo quando nos servimos da ficção, o nosso pensamento pede adivinhação! Gente entendida e sabedora admite como provável que o surgimento do próprio ser humano tenha ocorrido há cerca de 1 7000 000 de anos. Até hoje sempre a Terra deu ao Homem os seus meios de sobrevivência. Que estará para acontecer?

É na lógica de uma próxima escassez dos bens essenciais, por exaustão, que será de admitir a vinda de um «caos» mais acentuado. Tanta coisa vai mal no seu consumo, gestão e preservação! O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, é outro ponto que contribui para esta rutura. Embora seja despiciendo subestimar o individual, um ponto essencial de equilíbrio coletivo é indispensável à nossa sobrevivência.

A seu tempo um novo “paraíso” poderá chegar, numa normal convicção, de que uma força universal unirá as pessoas, por volta de 2040 na montanha Sinjar, no Iraque. Resultará ela, de uma nova cultura que, sem ofuscar a individualidade, conseguirá sobrepor-se a ela, fazendo desabrochar um novo sentido coletivo, quase perfeito, em consequência direta de se ter atingido um grau superior na nossa civilização.

Novamente aquela região doa grandes rios, na qual nasceram as maiores religiões monoteístas do mundo e outras civilizações, será o berço dessa nova civilização! Muitos apontam, hoje, duas vias para a globalização, ignorando, todavia, que depois de 2040 estará implementada na Terra uma terceira via! A Sociedade Global em pleno.

 

A CREDIBILIDADE DA DEMOCRACIA

“Ou a Democracia acaba com o circuito vicioso dos boys ou este acaba com a credibilidade da democracia.”

José Carlos Vasconcelos

Visão 30-01-2003

 

Os partidos são pressionados por dois tipos de interesses perfeitamente distintos. De um lado, os pequenos interesses, representados por aqueles que dominam as suas estruturas locais e as fecham à sociedade e, do outro, os grandes interesses representados pelos que dependem dos seus negócios com o poder, seja ele central, regional ou local.

Os primeiros são os principais responsáveis pela degradação da qualidade da classe política. Os segundos, por decisões, cujo principal pressuposto não é o interesse público, mas sim um outro, normalmente antagónico.

Um e outro degradam o regime, retiram-lhe eficácia e prejudicam sobremaneira o país.

 

ALBERGUE ESPANHOL

 

Ao que foi possível apurar, é uma expressão que remonta à Idade Média, desde que, na Galiza, foi descoberto o sepulcro do apóstolo Sant'Iago. Desde então, milhares de peregrinos demandaram Compostela, séculos a fio, alojando-se em albergues que se situavam propositadamente ao longo do percurso – «Caminhos de Sant'Iago», como ficou conhecido até aos nossos dias. Eram albergues onde cabia lá de tudo um pouco: dos peregrinos-hóspedes até aos próprios animais com que se faziam acompanhar, mais os respectivos carregos. A característica desses albergues – «albergues espanhóis» na perspetiva dos que iam do lado de cá da Península – assentou arraiais para sempre como expressão corrente no vocabulário popular português. E derivou mesmo para conotações de teor político consentâneas com os nossos tempos. Por exemplo, quando se dizia que os movimentos de apoio a qualquer eleição e reeleição se assemelham a um «albergue espanhol», com esta figura de estilo ficava expressa a abrangência de alianças envolvidas. Da esquerda à direita; católicos e ateus, socialistas, comunistas, sociais-democratas, democratas-cristãos, marxistas e antimarxistas.

"Albergue espanhol", que na gíria francesa significa também um lugar onde as culturas se misturam como num caldeirão, onde não há regras e tudo pode acontecer. Por analogia, portanto, com os tais albergues medievos que alojavam pessoas, animais e provisões sob o mesmo teto.

REDENÇÃO PELA CRUZ

 

Mas, que sentido tem o mal no mundo? Conseguiu o homem, mediante o pecado, frustrar o plano divino da criação? Conseguiu o próprio mal prejudicar o poder divino? Tudo isto se explica num segundo dogma da revelação cristã, o dogma da redenção operada por Cristo. Segundo este dogma, o Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade divina, assume natureza humana, precisamente para reparar o pecado original e, por conseguinte, as suas consequências naturais. Deus precisava de uma reparação infinita, que unicamente Deus podia dar. Sendo, porém, o homem que a devia pagar, entende-se como o Verbo de Deus, que Cristo assuma a natureza humana.

Para a Redenção, teria sido suficiente o mínimo acto expiatório de Cristo, pois esse acto teria um valor infinito, devido à sua dignidade. Contudo, Ele sacrifica-se até à morte na Cruz. Fez isto para dar toda a glória possível, à infinita majestade de Deus no reino do mal e da dor proveniente do pecado; é, pois, a glória de Deus o fim último de toda a atividade divina.

O PECADO ORIGINAL

 

Acredita-se que o Homem teria participado – com uma natureza extraordinariamente dotada – da vida de Deus, teria gozado de uma espécie de deificação, não por direito, mas por graça. Todavia – devido a uma culpa de orgulho contra Deus, cometida pelo primeiro homem, Adão, do qual pela natureza humana, devia descender toda a humanidade. Teria, assim, o homem perdido toda aquela harmonia e a dignidade sobrenatural, juntamente com os dons conexos. Por estes motivos existem uma espécie de enfermidades e um enfraquecimento espiritual e físico no ser humano, desde o nosso nascimento, e que deve, por conseguinte, ser herdado. Basta lembrar como pela lei da hereditariedade se podem transmitir doenças físicas e morais: deficiências que não dependem dos indivíduos.

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO MAL

Não há dúvida de que o problema do mal foi o escolho contra o qual se bateu, debalde, a grande filosofia grega, como qualquer outro, visto ser o mal um problema racionalmente insolúvel. Devemos considerar naturalmente, o mal físico e o mal moral, e este totalmente relacionado com o homem. É antiga e famosa a contradição: de que modo pôr de acordo a sabedoria e o poder de Deus com todo o mal que há no mundo, por Ele criado?

DEUS CHAMA ABRAÃO

 

GÊNESIS 12.1-9 - Certo dia o SENHOR Deus disse a Abraão: - Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. Abraão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o SENHOR havia ordenado. E Ló foi com ele. Abraão levou a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, filho do seu irmão, e todas as riquezas e escravos que havia conseguido em Harã. Quando chegaram a Canaã, Abraão atravessou o país até que chegou a Siquém, um lugar santo, onde ficava a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo os cananeus viviam nessa região. Ali o SENHOR apareceu a Abraão e disse: - Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abraão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR lhe havia aparecido. Depois disso, Abraão foi para a região montanhosa que fica a leste da cidade de Betel e ali armou o seu acampamento. Betel ficava a oeste do acampamento, e a cidade de Ai ficava a leste. Também nesse lugar Abraão construiu um altar e adorou o SENHOR. Dali foi andando de um lugar para outro, sempre na direcção sul da terra de Canaã.

A obra de Abraão foi completada por Moisés, que deu ao povo Judeu um código de leis, que incluem noções teológicas, hábitos alimentares e sexuais. Entre estas leis figuram as que proíbem o trabalho aos Sábados, as que estabelecem a celebração das festas da Páscoa e o não contacto com animais considerados impuros, como o porco.

Os Judeus foram dominados por vários povos, mas resistiam sempre porque acreditavam serem o “povo eleito” e uma nação escolhida por Deus. Em função disso, os Judeus nunca foram missionários e não procuram espalhar a sua religião pelo mundo.

Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o Judaísmo é a de raízes mais antigas. Do seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adoptou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas. O Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados Judeus ou Israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantidos com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência do Judaísmo. 

NÃO FUI EU

 

O tema é usado com regularidade nos dias de hoje: quando uma professora chama a atenção de um aluno por causa de alguma maldade na sala de aula e a primeira coisa que ele responde é “não fui eu”. Então, a culpa da bagunça recai sobre aquele estudante que geralmente é mais ingénuo ou menos popular da turma. São, em momentos como este, que os bodes expiatórios costumam a aparecer.

O bode expiatório é o alvo favorito dos gracejadores e daqueles que querem fazer alguém submeter-se ao ridículo, recebendo arbitrariamente as culpas pelos erros dos outros, explica o escritor e professor Ari Reboli no seu livro "O bode expiatório".

 

OUTRO FONTANÁRIO, OUTROS TEMPOS ....

 

Neste lugar que serviu de inspiração a vários poetas, como uma espécie de retiro espiritual, surge associada uma outra figura, tão ou mais poética, tão ou mais romântica.
A jovem pastora é retractada com seu rebanho nos azulejos de outro fontanário, situado ao lado da avenida Tomás Ribeiro, em Linda - a - Pastora.

Hoje alindado, feito jardinzinho e em simultâneo miradoiro, e que também vai servindo de local para descanso de gente mais cansada ou pensativa.

Sobre esta pastorinha consta um bonito poema da autoria de Jorge Verde, irmão do conceituado Cesáreo Verde, dedicado a esta figura que merece o carinho desta população;

 

Há na Terra uma Pastora

Que está sempre olhando o mar,

Não é morena nem loira

E é branca como o luar.

 

Chamamos linda a pastora

Que os dias passa a cismar

Numa encosta encantadora

Que de longe olha p' ra o mar.                                        

 

Determinados autores apontam, contudo, designações como Ninha Pastora e Linda Pastora, que poderão estar na base do termo Linda - a - Pastora, podendo aqueles referirem-se à proximidade do Ryo Ninha (século XIV), sendo que o termo "ninha", de origem céltica, se encontra associado aos "lugares altos ou na sua vizinhança".

 

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