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O ENTARDECER

O ENTARDECER

AFINAL, SEMPRE TEMOS INFLAÇÃO!

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O Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou um aumento de 1,1% em agosto, taxa superior em 0,2 pontos percentuais à de julho, sobretudo devido à aceleração dos preços dos transportes, divulgou esta terça-feira o INE.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 1,3% em agosto, mais 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior.

A variação mensal do IPC, por sua vez, foi nula (-0,7% no mês anterior e -0,2% em agosto de 2016) e a variação média dos últimos doze meses fixou-se em 1,1%, taxa idêntica à registada no mês anterior.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 1,3%, valor superior em 0,3 pontos percentuais ao mês anterior e inferior em 0,2 pontos percentuais à estimada pelo Eurostat para a área do euro (em julho, a diferença entre as duas taxas foi de 0,3 pontos percentuais).

O IHPC registou uma variação mensal de 0,2% (-0,6% no mês anterior e nula em agosto de 2016) e uma variação média dos últimos doze meses de 1,2% (valor idêntico ao registado no mês anterior).

CRISE DE CONFIANÇA E DE AUTO-ESTIMA

 

O grão-mestre do GOL, na mensagem de “esperança” que dirigiu ao País e da qual deu conhecimento na véspera ao Presidente da República, apelou ao “renascimento português” e à necessidade de um “pacto ético de solidariedade colectiva”. António Arnaut considera que Portugal vive uma crise de “confiança e auto-estima” com “descrédito das instituições e da generalidade da classe política”. Em sua opinião, a crise económica é vencível, pior é a de ordem política ou moral. Para combater este tipo de crise, propõe um “movimento regenerador” com “figuras cimeiras” que sabem pensar Portugal. Mário Soares, Freitas do Amaral, Eduardo Lourenço e Adriano Moreira foram alguns dos nomeados para trabalhar neste “desígnio”.

DN – 16 de Janeiro 2003        

OS DONOS DO BURGO?

 

O coronel que num passado recente fez ameaças (ou seriam apenas desabafos?) ao Estado democrático não se importa de dizer uma coisa e o seu contrário. Sem medos, adora disparar em todas as direcções e Passos Coelho foi apenas uma das suas vítimas, quando lhe chamou “mentiroso contumaz”. Vasco Lourenço parece viver noutro tempo, no tempo em que as armas falavam mais alto que o voto democrático. Há um ano, consumido e dilacerado com o estado da nação, ameaçava: “Fique claro que não nos fecham a boca nem amarram os braços, chegou o tempo de dar um estrondoso murro na mesa. Temos de ser capazes de expulsar os vendilhões do templo. Existe hoje em Portugal uma legitimidade semelhante à que existia no 25 de Abril para que as Forças Armadas intervenham.” Imagino que o coronel, quando se referia à legitimidade, estaria a olhar para o espelho... Faz algum sentido alguém achar-se dono da “verdadeira democracia”? Mas isso é um dom natural que o coronel possui? Não precisamos de coronéis que se armam em Hugo Chávez cá do burgo. Sempre que há eleições, o povo decide votar em quem muito bem entende, mas Vasco Lourenço, se calhar, gostaria de ter um militar em cada mesa de voto a obrigar as pessoas a votarem no partido que o visionário coronel determinaria...

O antigo capitão de Abril não pode ser levado a sério, já que a sua incontinência verbal o leva a dizer disparates sucessivos. Voltando às semelhanças com o major Valentim Loureiro, também adora dizer: “Quantos são? Quantos são?” Mas, felizmente, volta sempre para casa com a pistola no bolso.

O SOL

 

Somos aquilo que somos

E com muito orgulho, o defendemos.    

O mundo precisa sempre de um projecto. A trás de um virá sempre outro projecto, todos, erguidos por homens de boa vontade. O mundo precisa de acção, transparência e de medidas corajosas. No caminho escolhido, a confiança e auto – estima, virão com elas. O respeito por todos, também.

Que fique bem entendido:

  • Não se está defendendo um sistema orientado de cima para baixo, nem exactamente o seu contrário. Defende-se uma perfeita interligação entre essas duas realidades, posta em prática, com muita dignidade e respeito.
  • Não se defende uma ditadura de uma maioria, nem o aniquilamento das elites. Defende-se, novamente, o respeito mútuo entre dois saberes que se não podem substituir.
  • Defende-se, por último, que se saiba articular tudo isto, sem perda da capacidade de decisão, em tempo oportuno. E total transparência.

 

Na política mundial sempre existirão pessoas sérias! Competentes também. Mas nos últimos anos e na sua grande maioria, os homens honestos e competentes, há muito saíram, dos partidos e da política.

Até porque se não saíssem, seriam empurrados.

Nesse período negro da democracia, ficaram, e cada vez eram mais, os oportunistas e incompetentes que se serviram e estavam ao serviço de interesses inconfessáveis, mas que não eram os da população!

Se fossem, o mundo não estaria na situação em que se encontrava.

Sem uma forte convicção, alicerçada na história e na dignidade do mundo, não evitaríamos o trágico adiamento dos desafios da humanidade. Com o trágico adiamento desses desafios que se colocavam ao mundo, muito pacatamente, dentro de momentos, a quase totalidade da população mundial estaria atolada no “ Limiar da Pobreza “ material e moral.

Nos destinos do mundo, nunca deixará de ser sempre urgente, um grande projecto mobilizador, depois de uma grande vassourada em todas as causas que originarem, o contínuo flagelo de cada vez mais se pedirem ao povo, redobrados sacrifícios. Um projecto mobilizador só vem através de uma sábia mobilização de todos nós, levada a cabo por quem tiver autoridade moral e carisma para a fazer. Enquanto isso, não precisaremos perder tempo a prepararmo-nos para a globalização. Ela está aí, e em força! Talvez não da forma esperada por alguns. Mas ainda bem que está.

A partilha e o diálogo de gerações

Depois de coabitarmos, forçosamente, no mundo, com o bem e o mal, deste confronto só avançamos com vida, se conseguirmos manter dentro de nós, um sentimento elevado, chamado esperança, qual boia de salvação, que nos pode levar até ao fim da vida. A força secreta que move todo o esforço humano é a esperança num amanhã diferente para melhor. Mas a esperança cristã, tal como a fé, não é uma esperança individual: é antes, uma esperança com os outros e para os outros.

O cristão deve ser homem de esperança, pois sabe de onde vem e para onde vai. Sabe que vem de Deus e regressa a Ele.

Para viajarmos neste grande barco da vida, o bilhete de ingresso chama-se, a nossa família, mas logo que entramos nele, temos de perceber através do amor que temos à nossa família, que é inevitável fecharmos os olhos ao desafio de aceitarmos a concepção de uma família mais alargada, e dessa maneira estarmos abertos ao encontro e ao diálogo de gerações.

Tudo aquilo que não queremos para a nossa família, também não podemos, nem devemos querer, ou aceitar, para a grande família alargada, a quem chamam o próximo. O mundo.

Nasce, então, em nós, e a partir de agora, outro conceito; o conceito da justiça social e o destino universal dos bens da Terra.

Chegámos, sem darmos por isso, a um porto até agora desconhecido, chama-se ele: um conceito cristão sobre a propriedade e o uso dos bens.

É o princípio típico da Doutrina Social Cristã; os bens deste mundo são originariamente destinados a todos.

O Direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio.

Sobre a propriedade privada, de facto, está subjacente «uma hipoteca social», quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio do destino universal dos bens.

Depois, e ainda, dentro do mesmo barco, começamos a respirar, ainda que levemente, um leve perfume que lido no frasco que o contém, se percebe chamar-se hino à caridade.    

Conforme a fragrância escolhida, podemos optar pela caridade paciente, a caridade bondosa, a caridade discreta, a caridade da verdade e nunca deveremos comprar alguns outros tipos de caridade postas à venda como, a caridade indiscreta ou a caridade interesseira, ufana ou mesmo, invejosa.

Ao sairmos de novo do barco, no qual fizemos esta longa viagem, teremos seguramente descoberto que há outra forma de ser feliz na terra, que desconhecíamos, e que também, ainda nos pode levar à salvação que ansiamos.

Sem medo de nos rotularem de utópicos, sabemos ser esta a viagem aconselhada.

 

O actual sistema político está a esgotar-se.  O modelo económico também. Num momento que o mundo se está a tornar muito perigoso, por exigir novos e grandes desafios! Mudança. Foi ignorando, que o mundo chegou aqui!

Quisemos ignorar que as reservas da Terra são finitas! Matérias-primas, carvão, crude, água potável etc. Não saímos de cima da linha e vem lá o comboio! Em menos de um século, esbanjámos aquilo que seria o  sustento de muitas gerações.  Os conceitos de "trabalho", têm de mudar em breve. Do emprego também! A riqueza só para um terço da população mundial vai acabar. Teremos de viver com menos fartura (?) mas com muito mais solidariedade e valores.

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade.

 

De mãos dadas a este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega.

A “FAMÍLIA” deverá estar sempre consagrada como a instituição mais sagrada da sociedade. Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indireta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões com carácter genérico, serão submetidas a Tal Conselho Nacional.

Seguem-se-lhe os “IDOSOS” e as “CRIANÇAS”.

A sociedade obriga-se a acompanhar os idosos (mais de 65 anos), até ao fim da sua vida, garantindo-lhe toda a dignidade. Ninguém é obrigado a reformar-se, salvo se disso fizer petição. Se o não fizer, poderá optar por várias prestações de serviço público local, à sua escolha. Ao seu dispor, haverá um elenco de tarefas de reputado interesse social. Estar ocupado faz parte da sua dignidade de vida. Também o Conselho Nacional de Idosos se pronunciará sobre todas as decisões genéricas tomadas politicamente.

Às crianças são garantidas, toda a proteção e cuidados.

Os legítimos interesses das crianças, serão defendidos por um “Conselho Nacional de Pais”, que devem dar pareceres sobre as tomadas de decisões genéricas e políticas.

Ninguém será descriminado por pertencer a franjas da sociedade com hábitos intrínsecos, mas fora dos procedimentos comuns. Contudo, quaisquer medidas ditas ”fraturantes” têm de ser tomadas sem agressão às maiorias. A constituição garante absoluto respeito por todo o ser “individual”, mas tem de privilegiar o interesse coletivo.

Visionamento do mundo em 2020

 

Estás bem sentada? Precisas de muita coragem! O mundo que eu visionei no ano 2020, está ingovernável! Incontrolável. Insubmisso. O futuro em 2020 é caótico!

Dezassete anos depois desse visionamento (2003), o mundo é um território tomado pela insegurança e pela desordem! Vive-se num caos global! Parece que ninguém manda, parece que todos são livres, mas, é uma liberdade sem lei e sem ordem, é um total caos. Não há fronteiras, não há polícia, nem esquadras, nem juízes onde ir denunciar os roubos e as tropelias, de toda a ordem, que sofre um cidadão qualquer. Também não há bancos, nem cheques, nem cartões de crédito, nem hospitais, nem transportes ou igrejas a funcionar. Não funcionam ministérios, nem registos públicos, nem correios, nem telefones. Os funerais são realizados, na íntegra, pela família e amigos, quando os há! Há voluntários a abrir valas comuns, para onde os sem-abrigo e sem amigos, são despejados! Existe um ativo comércio de rua onde só dinheiro vivo, tem aceitação. Tudo, o mais, se processa no comércio de troca na rua. Os preços todos os dias sobem, sem critério. Assim, temos uma amostra da situação catastrófica que se vive por todo o lado. Há de facto liberdade de cada um fazer o que lhe apetecer, mas o resultado é uma incaracterística liberdade, que faz as pessoas sentirem-se aterradas e desamparadas. É normal ver toda a gente receosa e com a alma encolhida, caminhando nas ruas apinhadas e sem ninguém comunicar com ninguém! Por todo o lado aparecem locais, edifícios e outras instalações, literalmente saqueadas. Quem são os saqueadores? Gente que tudo perdeu. A começar pelo seu emprego. O vandalismo é normal e já nem causa revolta! Está generalizado. A primeira reação perante o despertar desta situação, foi cavalgada pelo ódio contra os aparentes causadores de tudo isto. Datam daí as brutais destruições. Tudo foi destruído num ápice, até as fábricas onde trabalhavam, mas, que já não davam pão! Ainda se compreende que tenham roubado comida, vestuário ou tudo aquilo que pudesse ser usado ou vendido. Mas não se compreende que tivessem destruído as máquinas e as fábricas, as creches e as escolas! Qual a explicação para tudo isto?

Sem policiamento, mesmo com trânsito diminuto, como não haveria de haver buzinadelas e engarrafamentos? Um pandemónio diário! Cada condutor marcha por onde lhe apetece, a circulação rodoviária só melhora porque o número de viaturas vai diminuindo, em consequência dos acidentes e da falta de combustível e assistência. Mesmo nesta confusão, ainda vai aparecendo quem de apito na boca, se arme em polícia sinaleiro! Em muitos bairros, as pessoas angustiadas pela permanente insegurança, organizam-se em grupos de vigilância. Também o fazem para a limpeza do lixo acumulado. Tudo o que possa arder é queimado e os voluntários vão-se aquecendo. O mau cheiro chega a ser pestilento. As maiores dificuldades de que sofrem as populações mundiais, são a falta de luz e água potável. O “precioso líquido”, só corre nas torneiras duas horas por dia. Os poços secaram, ou então, a sua água está poluída. A falta de água corrente, está já a provocar um impacto negativo na saúde das populações, principalmente nas crianças. De acordo com a Unicef, nos últimos anos, o número de casos de crianças com diarreia, aumentou significativamente e multiplicam-se os casos de malnutrição. Os ataques às condutas de água ainda operacionais, são constantes para a sua captação oportunista. É a guerra contra a sede. Os campos estão por cultivar e em total abandono! Os apagões são constantes e chegam a durar dias. Nestes casos, as pessoas ficam sem defesa contra o frio e cozinhar! Torna-se impossível cozinhar e tomar banho! Em noites muito quentes as pessoas vêm para rua procurar uma réstia de fresco. Chegam a trazer os seus colchões e dormir ao relento. As ruas e as estradas estão completamente esburacadas. Não há matéria-prima para reconstruí-las. Nem tecnologia! As redes de transportes públicos deixaram de funcionar com regularidade, passam quando passam. Os autocarros vão encostando, por falta de tudo. A Agricultura atingiu os níveis mais baixos de sempre. Nos mercados as bancas estão quase vazias. Os pomares e hortas, com alguma coisa que apanhar, são assaltados e vandalizados. Aos poucos vão-se tornando em matagal. As cidades, aos poucos vão perdendo habitantes e ficando desertas. Muitas pessoas e muitas famílias, preferem o regresso aos campos, Onde ainda possuem uma casa de família e lhe resta algum respeito e ordem. Não há, por falta de condições naturais, meios de procurar um emprego. Ninguém se arrisca a investir e, desse modo. os desempregados vagueiam pelas ruas. O mundo regrediu aos seus piores tempos. Arrastado pela escassez de tudo, mas principalmente de água potável e combustível. Os avisos das Nações Unidas não foram escutados em tempo útil. Os países ricos foram-se defendendo da crise, com dinheiro para obtenção de petróleo e matérias-primas, foram aumentando os preços dos produtos transformados, cobrando neles a crescente subida da energia, já fora do alcance da grande maioria dos países. Sucumbiram, uns atrás dos outros. Por último, ia deixando de haver compradores. O impacto da crise espalhou-se pelo mundo inteiro. Os países que tinham oferecido luta à crise, também acabaram por cair. A crise quando nasce é para todos. A sociedade civil foi outra coisa a desaparecer. Os hospitais acabaram por fechar, por falta de medicamentos e outros materiais necessários. Também por falta de electricidade e água. Operar nestas condições era uma lotaria, e de resto já não havia pagamento de vencimentos e muitos médicos receavam os assaltos permanentes! O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a Unicef e o Programa Alimentar Mundial (PAM), estão paralisados. As organizações humanitárias internacionais perderam toda a possibilidade de uma actuação mínima, por falta de meios e alguma ordem mundial. Multiplicaram-se as organizações de malfeitores. As organizações terroristas, que lutam sempre contra o poder, desapareceram gradualmente. Não havia poder ou, era incipiente. As populações mundiais deixaram de dar qualquer crédito aos actos eleitorais, nos poucos que persistissem na sua realização. Os partidos políticos foram das primeiras coisas a desaparecer. Tinham tido um largo quinhão nesta miséria! Extinguiram-se, pura e simplesmente. A democracia em tais circunstâncias, deixou de fazer sentido. Aliás, talvez nunca tivesse feito! Sempre foi um logro para os humildes. Agora havia pessoas nalguns cargos por nomeação de políticos, que se iam arrastando nos lugares. Nomeações para amigos, como, aliás, também aconteciam na democracia.

As Mil e Uma Noites

 

São fábulas dentro de outra. Tapetes mágicos, génios, heróis destemidos, arrastam o leitor para o mundo das lendas preservadas através da tradição oral, durante séculos, pelos povos do oriente. Na tradição Persa e árabe, a Princesa Sheherazade, conta histórias durante Mil e Uma Noites, para que o Rei Sharyar, maravilhado, esquecido ou sonolento, desista da ideia de a decapitar. As Mil e Uma Noites são fábulas dentro de outra. E conta como a jovem Sherazade, tão bela quanto esperta, salva a sua vida e a de milhares de moças através da sua incrível habilidade narrativa. Ela casa-se com o sultão Shariar que, traído pela esposa, resolve desposar uma moça a cada manhã e matá-la no dia seguinte. Sherazade vai emendando uma história atrás da outra e garantindo a sua sobrevivência por mil e uma noites. E conquista definitivamente Shariar, embora o poeta relembre outra versão não tão honrosa. São várias as histórias mundialmente conhecidas, tais como. Símbade, O Ancião e a Princesa, O Ancião e os Cães, O Ancião e a Cerva, O Galo o Cão e a Mulher, Aladino e a Lâmpada Mágica, Ali Baba e os Quarenta Ladrões, etc.

FARRAPEIROS E TECEDEIRAS

A tecedeira era uma senhora que passava pelas ruas da aldeia a perguntar se alguém tinha farrapos para tecer e noutros tempos os clientes não faltavam, quando o burrito já tinha carga suficiente lá ia ela até aos Esporões,  ou  Mendo-Gordo, esta  penso que foi a ultima a fazer este trabalho.


O Farrapeiro era (é) um homem que vende e compra farrapos,
Farrapo é um pedaço de tecido velho e sem utilidade.

Sem utilidade, propriamente, não: o farrapo, os restos de tecidos, eram reaproveitados , foi uma das primeira formas de reciclagem..

Os farrapeiros compravam trapos, farrapos, sucatas, peles, cornelho, enfim,tudo o que houvesse em desperdício. O destino dos farrapos eram à data as tecedeiras de mantas de farrapos ou nagalhos como alguns lhes chamavam, ou então para  muitas fábricas de lanifícios da Covilhã para estas fabricarem mantas chamadas «mantas de orelos», mantas de farrapos.
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 O Farapeiro cantava um pregão, era assim.
(Há farrapos, cornelho, ou peles para vender ?)
 
  

Os novelos feitos de trapos

 

INFIDELIDADE FEMININA

 

Depois de décadas a abordar o tema traição como praticamente direccionado ao homem, eis que os tempos vão mudando, trazendo uma nova interpretação e latitude sobre esta problemática questão.

A infidelidade no feminino, com contornos que se vão desvendando de uma forma mais sigilosa, não deixam de marcar a actualidade e fazer um convite à reflexão, pois afinal quando se assume o compromisso do casamento, não seria lógico que o mesmo fosse para ambos os parceiros?

A questão parece tão óbvia que se poderiam colocar ambos os géneros a falar sobre este assunto, como alguns especialistas defendem, mas a realidade demonstra que a necessidade de estar em pé de igualdade com o comportamento assumido por muitos homens durante séculos, tem desviado as atenções do tema central.

Na posição de muitos sexólogos, “parece existir um sentimento de vingança e de necessidade de ‘fazer o mesmo que os homens fazem’, o que nos coloca perante mais um conjunto de dúvidas”.

Para algumas mulheres, a questão da infidelidade tornou-se tão banal como para os homens, ainda que os seus pressupostos sejam diferentes.

Enquanto os homens afirmam que são ou já foram infiéis devido a impulsos de momento, a desejos motivados pelas mais variadas situações e a uma dificuldade em controlar uma sedução passageira, as mulheres confessam que, optam por procurar a satisfação de fantasias através de uma aventura, fora do casamento, sem quererem saber de mais análises.

Muitas mulheres assumem que, “tal como o homem opta por não se divorciar e por fazer uma vida paralela ao casamento, também elas se sentem com o direito de não assumir perante a sociedade, a família e, sobretudo os filhos, que  o casamento não resultou, mesmo que de forma somente passageira. Outras dizem não se sentirem culpadas com a situação, escondendo-a, uma vez que em muitos casos, seriam punidas pela sociedade se dissessem que têm desejos sexuais que o marido não consegue satisfazer” ou que não conseguem ter interesse pelo pai dos seus filhos”.

Arrastar um casamento de “fachada” parece ser a opção de muitas mulheres que “não se esforçam por dialogar com quem parece estar demasiado concentrado na sua vida, nos seus objectivos, nos amigos e nos seus planos profissionais ou políticos.

Não valeria a pena pensarem que seria mais fácil assumir a realidade e procurar uma vida nova com outra pessoa? Muitas afirmarão ainda, que “se o homem consegue manter uma vida à parte durante anos para evitar o confronto com um casamento que se tornou num pesadelo, por que não poderão mulheres colocar-se em igualdade de direitos?”