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O ENTARDECER

O ENTARDECER

As paróquias e as freguesias

 

Podemos afirmar que a Freguesia é uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que forem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 172 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias, estas, ao contrário revitalizam-se.

Hoje as Juntas de Freguesias são órgãos do Estado que se afirmam, cada vez mais, junto das populações quer pelo trabalho que desenvolvem quer pelo empenho que manifestam na defesa dos interesses locais.

O título meramente informativo mas com o objetivo bem definido de todos os leitores poderem aferir do que era a Paróquia/Junta de Freguesia ao tempo, realço alguns aspetos bastantes curiosos:

1-Têm voto, na eleição dos membros da Junta e secretário da Junta da Paróquia todos os chefes de família ou cabeças de fogo, domiciliados na área da Paróquia.

2-Era ao regedor da Paróquia que competia presidir à Junta e dirigir os seus trabalhos. Além do gesto administrativo da Junta, era da sua competência manter a ordem pública, procurando prevenir ou dissipar qualquer rixa, tumulto ou motim.

3- Perante uma morte violenta era competência do regedor não consentir que o cadáver fosse enterrado enquanto o Juiz de Fora ou do Crime não viesse fazer o exame com médicos ou cirurgiões.

4-Também era da sua competência no caso “flagrante delito” ou em seguimento dele prender as pessoas envolvidas, remetendo-as dentro das primeiras 24 horas contadas a partir da hora da prisão, ao Juiz de Fora ou do Crime debaixo de guarda segura acompanhado do respetivo auto que tivesse sido lavrado.

5- Outro aspeto, mais de acordo com a hoje chamado Solidariedade Social estava na competência do regedor em recolher quaisquer crianças achadas ou abandonadas na área da Paróquia e encaminhá-las para a roda dos enjeitados do Concelho provendo à sua sustentação e condução; se algum vizinho da Paróquia quisesse encarregar-se da criação e educação gratuita e caritativa da criança desde que fosse considerado pessoa capaz para o fazer, o regedor entregava-lhe a dita criança lavrando-se Auto de Entrega que após assinado seria remetido ao Juiz de Órfãos etc.

Não será porém de admirar que apesar de estar consagrada uma verdadeira autonomia das Freguesias no n.º2 do art.237 da Constituição da República Portuguesa estas ainda não o tenham conseguido por vários motivos onde a componente de autonomia financeira tem um forte peso.   

 

AS CHAGAS DE CRISTO

 

Provocadas pelos pregos colocados nos pulsos e não nas palmas das mãos, como nas imagens tradicionais, porque esse era o método utilizado pelos romanos, é aquilo que o pintor sempre faz, quando pinta um Cristo. Ao lado da parede principal, Vítor Lages aproveitou o facto de estar a pia batismal para representar João Baptista a batizar Cristo nas águas do rio Jordão.

 

 

Atrás de Baptista, uma série de pessoas de todas as idades, observa a cena, querendo dizer que o cristianismo representa esperança para todos. Do outro lado da parede do altar, estão os lugares do coro, e aí Vítor Lages pintou " anjos a tocar trombeta" sobre um azul celestial. Os anjos deste pintor, não têm asas, são "seres luminosos" como a Bíblia diz, e a crucificação de Cristo foi retratada de acordo com os testemunhos históricos da época, que vão contra a conceção habitual.

 

De Vítor Lages na Igreja de Queijas foram inauguradas no dia 30 de Abril de 2000, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Dr. Isaltino de Morais, do Presidente da Junta, António Reis Luz, e demais entidades oficiais

TÁ BEM ABELHA!

 

Aquelas ou aqueles que passam a vida a trabalhar honestamente, morrem cedo e sem honra nem proveito!

Pois é, a imagem que temos das abelhas é exactamente essa!

Mais não pensam do que visitar, uma de cada vez, milhares de flores da mesma espécie por dia! Com os pelos cobertos de pólen, vão fazendo a polinização de uma forma muito eficaz e altamente competitiva!

Sabem quanto tempo tem de vida, estas simpáticas criaturas? Admirem-se então!

A sua média de vida é de 21 dias!

Nem mais nem menos! Valerá a pena tanta honradez e labor para nem sequer chegar à reforma?

Imaginem então, se falham as condições para se reproduzirem normalmente! Lá se vai tamanha competitividade! Pior, se a polinização tiver de ser feita à mão, ela não só ficará mais cara como não tem a mesma eficácia!

Diz-se que as nossas abelhinhas estão a desaparecer por efeito da absorção pelas plantas dos insecticidas, que contamina toda a colmeia!

Há também quem culpe os telemóveis! Pois as suas frequências poderão estar a “desorientar fatalmente” estes animais! Se assim for elas que fujam de Portugal, pois aqui “cão e gato” em vez de trabalharem, passam a vida a falar ao telemóvel! Adeus competitividade!

António Reis Luz

 

 

  

A RUA e o seu significado social

A RUA

A Rua e Suas Significações

 

O estudo das ruas apresenta-se com relevância em muitos aspectos, principalmente porque não se pode conceber uma cidade sem as mesmas. Os múltiplos encontros realizados nas cidades são mantidos e alimentados pelas trocas, que estabelecem as relações sociais. A rua, então, passa a ser, por excelência, o grande palco das sucessivas cenas e dramas, enfim, lócus das diversas representações da sociedade.

 

Algumas abordagens teóricas

 

Para determinadas pessoas, a rua é mais que um simples passar de transeuntes, ela possui uma “alma encantadora”, como nos informa João do Rio, que com seu potencial literário descreveu o amor que sentia pelas ruas, revelando de maneira subtil os seus movimentos. Para ele, a rua não é um simples alinhamento de fachadas, ela é agasalhadora da miséria, é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. A rua é generosa, é transformadora de línguas,matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa. (1995: 4)

 

Na visão dos arquitetos e urbanistas, por exemplo, as ruas ligam os múltiplos pontos de interesse particular ou semipúblico, formando o que Santos chama de uma rede de canais livres e de propriedades coletivas. Se não existissem, não haveria troca de espécie alguma, pois servem de suporte ao deslocamento de pessoas, veículos, mercadorias, informações (1988:91). O autor  fala-nos ainda das multiplicidades da rua com as suas inúmeras funções e apropriações como suporte não só da arquitetura, que por si só é obra das relações humanas, mas também como local de encontro.

 

Para alguns autores da Geografia, a rua é vista como uma dimensão concreta da espacialidade das relações sociais num determinado momento histórico, mais do que isso, nas ruas se tornam perceptíveis às formas de apropriação, nelas se afloram as diferenças e as contradições que envolvem o cotidiano, enfim, as ruas se revelam como elemento importante de análise da sociedade.

 

Segundo Carlos (1996:88), no transcurso de um dia é possível presenciar que as Ruas da cidade são tomadas por passos com ritmos diferenciados, com destinos diferentes. A autora afirma que as ruas guardam múltiplas dimensões, portanto, podem ter o sentido de passagem; o sentido de fim em si mesmas quando seu uso se volta para a realização da mercadoria; o de mercado, onde camelôs e feiras reúnem pessoas; o de festa; o de reivindicação; o de apropriação como território e, finalmente, o sentido de encontro.

 

Lefebvre (1999), em seu livro A Revolução Urbana, apresenta argumentos favoráveis e contrários à dinâmica da rua. Em sua análise, o autor afirma que a rua é mais que um lugar de passagem e circulação. Ele argumenta que com a invasão dos automóveis destruiu-se toda a vida social e urbana, impedindo que a rua fosse o local do encontro. Para ele, o encontro espontâneo proporcionava sentido à vida urbana. Ao elaborar seus argumentos contrários sobre a rua, Lefebvre questiona o tipo de encontro que ali poderia ser estabelecido. Segundo o autor, uma vez que o indivíduo caminha lado a lado com o outro, não existe o encontro. A rua, nesse aspecto converte-se numa rede organizada pelo/para o consumo.

 

A rua e a evolução do seu significado social

CAUSAS DOS CONFLITOS

 

MOTIVAÇÕES RELIGIOSAS

Desde o princípio dos tempos, as pessoas olharam para a religião como um meio de explicar o mundo à sua volta e o universo escondido para além do seu alcance. As religiões formam o núcleo duro das diversas culturas e sociedades e definem o modo como os seus seguidores entendem o mundo.

As religiões oferecem aos seus aderentes uma estrutura consistente de organização ética, moral e social que lhes permite fazerem parte da sociedade. Num mundo cada vez mais interdependente, perceber o papel da religião numa cultura específica pode ajudar-nos a compreender melhor os outros e a nós próprios.

Todos sabemos que a guerra é tão antiga como os homens! Vamos pois começar por admitir como prováveis origens desta, motivos religiosos.

Para tal, valerá a pena fazermos uma leve abordagem sobre as religiões nascidas nesta região da Terra (Médio Oriente), onde a guerra estava prestes a estalar e com isso verificarmos possíveis causas que possam estar a ela ligadas.

Segundo a Bíblia, a cidade de Ur, no Iraque, foi o local onde nasceu Abraão, pai de três religiões monoteístas (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo), esta cidade foi o centro sagrado da Suméria, tendo atingido o apogeu por volta de 2100 a. C.    

SEM DISFARCES

ES

Cem anos após a revolução bolchevique, o PS antecipou as comemorações com uma imitação reles dos julgamentos de Moscovo.

Eurico Brilhante Dias, nome obviamente irónico, declarou à Renascença que a Comissão de Finanças Públicas “cria pânico e desconfiança na execução orçamental; a tradução não faz propaganda e desmascara a “narrativa” económica do Governo. Consequentemente, o nosso brilhante Eurico convida a instituição da Dra. Teodora a fazer uma “reflexão profunda” (tradução; cala o bico), até porque o Parlamento pode rever o modelo do organismo independente (tradução): adeus, independência). Em breves linhas, temos acusação formada, oportunidade de purificação e ameaça de fuzilamento. Bons tempos em que o PS ainda disfarçava os tiques autoritários. Hoje, com as companhias que se conhecem, a brutalidade é sem disfarces. Tenham medo, tenham muito medo.

João Pereira Coutinho.

AS APTIDÕES MORAIS

 

A honestidade é a compostura, decência e moderação, da pessoa, das suas acções e palavras. É a condição básica para aspirar converter-se num homem íntegro. Sem isso, não pode haver objectividade, imparcialidade e por fim justiça.

O conjunto de aptidões morais baseadas na honestidade é o que forja a conduta ética imprescindível para cada contacto, cada relação, em qualquer momento.

Consideramos que uma pessoa enquanto ser humano, deve ser honesto consigo mesmo, com os que dirige, com os seus companheiros, com toda a sociedade.

Honesto consigo mesmo  a partir de uma sincera autocrítica, sabendo ouvir, admitindo os seus erros e tentando corrigi-los.

Certas atitudes de pessoas, muitas vezes com dois empregos num país a braços com enormes dificuldades, levam à reacção dos órgãos de comunicação social e à sua própria perda de respeito por parte da população!

UMA REDE SOCIAL FORTE E INDEPENDENTE

 

 

DOMINADA A TROCO DE ESMOLAS, PELO PODER POLITICO? NUNCA:

 

As "Redes Sociais"

 

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente.  

A “Sociedade Civil” pode e deve de ter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.

Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de activistas ao serviço das ONG, e definiu estas como a totalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente de seu sistema político).

São, ainda, estas organizações também conhecidas por pelotões, que  englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.

Está também demonstrado que nas regiões onde elas existem e são vivas, livres e participativas, tais regiões se tornam mais desenvolvidas, ricas e prósperas.

Nos últimos tempos este conhecimento levou a que algum “Poder Local e Central” tivessem reconhecido o seu alto mérito, aglutinando-as em “Redes Sociais” directamente controladas pelo poder político, quando na sua função essencial elas devem existir e moverem-se na horizontal sem tutelas alheias.

Cabe agora fazer o diagnóstico desta situação, citando para tal James Madison no seu federalist paper n.º 51:

Se os homens fossem anjos não seria necessário haver governo. Se os homens fossem governados por anjos, não seriam necessários sistemas de controlo sobre o Poder Político eleito, nos governos e autarquias. Isto serve para dizer que a experiência ensinou aos homens que são precisas precauções adicionais, face ao poder político.

Lamentavelmente, sabe-se que a maioria das ONG vive hoje em profunda e promíscua associação com os Estados, Autarquias e os seus orçamentos.

Mesmo sabendo que a espontânea colaboração de homens livres dá frutos maiores do que a mente das pessoas alguma vez pode imaginar, não poderemos esquecer que os “tais anjos da política”, por vezes, se transformam em “demónios”e deixam cair a democracia em roda livre.

A referida promiscuidade assenta muito na vontade do poder político pretender domesticar o voto dos eleitores, diariamente influenciados por estes seus servidores e, por outro lado, nas necessidades prementes das ONG para acudirem às suas múltiplas despesas.

Ora, a legislação existente diz claramente, nas competências atribuídas às autarquias:

"Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse da freguesia, de natureza social, cultural, educativa, desportiva, recreativa ou outra."

Compreende-se que é função do poder político apoiar as ONG, sem necessidade que estas lhe estendam a mão, e ainda se compreende melhor que ninguém pode ser discriminado por não o fazer.

Percebe-se desta forma a razão porque os respeitados e influentes “pelotões” (ONG ) não podem aceitar o fardo de estarem submetidos a uma política em rede verticalmente estruturada de cima para baixo e sob o controlo do poder político. Assim ficam em situação desfavorável para depois dos seus vibrantes desempenhos e normas de empenhamento cívico, poderem servir de controlo à acção do poder político.

A comunidade cívica (ONG) que se distinguir mais por uma cidadania activa e por um espírito público de controlo, acaba por ser discriminada ficando de fora na atribuição de subsídios dados pelas autarquias (dinheiro do povo e para o povo).

São os demónios à solta, discriminando e desconhecendo que a própria União Europeia, desde a sua criação, fez da luta contra a discriminação, uma das missões mais urgentes.

Finalmente, também expressou a sua convicção de que as organizações da sociedade civil desempenham um papel essencial de intermediário entre as instituições e os cidadãos, corrigindo inconvenientes promiscuidades do poder político.

Que haja unidade no todo,  mas sem o uso de anestesia ao que recebe.

 

António Reis Luz

 

CARNAXIDE

Um dos maiores vultos desta região, que foi Tomás Ribeiro, refere no seu trabalho poético Mensageiro de Fez, e na sua parte terceira:

 

“ E consta que d´ algemas e cadeias

O vencedor humano (CID )

Livrando a gentil moura conduzira

A casa onde pousava: a KARA - a - CID (Carnaxide)

E pouco mais transpira".

 

Esta é uma referência a uma bela jovem moura, KARA - a - CID, que estaria na origem do nome Carnaxide.

Outras fontes apontam como etimologia para o nome desta terra, evolutivamente CARNECHIDE, CARNEXIDE e Carnaxide, a palavra CARNAXADE que significa em árabe ponta de ovelha.

Não será pois de estranhar que se possa supor ter a povoação de Carnaxide origens árabes, remontando à sua antiga dominação do território peninsular.

Sabe-se já com segurança que esta povoação e a sua freguesia, começaram por pertencer ao concelho de Lisboa e posteriormente ao de Cascais, tendo finalmente passado a pertencer ao concelho de Oeiras quando por influência de Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Marquês de Pombal, D. José criou este concelho em 26 de Abril de 1760.

 

A 26 de Setembro de 1895 o Concelho de Oeiras foi, como já vimos, extinto por decreto do ministro João Franco, então ministro do Reino do Governo Regenerador, procedendo-se a uma nova ordenação político administrativa para o distrito de Lisboa.
A freguesia de Carnaxide passa então a pertencer ao Concelho de Cascais.

O POVO E OS "APARELHOS" PARTIDÁRIOS

 

Ele, POVO, sabe aquilo que os pseudo iluminados, fazedores de opinião, fingem não saber.

Conhece na sua terra o modo como aqueles que dominam as estruturas partidárias locais, fecham o partido à sociedade para se apropriarem de uma infinidade de interesses. Interesses esses que são os grandes responsáveis pela degradação da classe política. Também sabe de outros grandes interesses representados por alguns senhores do seu burgo, que ele bem conhece, em promíscua relação de cumplicidades negociais com o poder,  central, regional ou local.

Percebe, por fim, que os dois tipos de interesses que enxameiam os partidos, grandes e pequenos, degradam o regime, retirando-lhe eficácia e desta maneira arruínam o País. Percebe tudo isso melhor que a enorme multidão de iluminados que pulula nos órgãos de informação, pois percebe que castigar dois ou três arguidos, antes de condenados, de quem por vezes o POVO gosta, nunca resolverá problema algum, bem pelo contrário.

 

Os agentes de tanta sabedoria, em exclusividade, e pretensos tutores dum povo cada vez mais empobrecido, só não querem perceber que são exactamente os “ Aparelhos Partidários” os causadores de tudo isto! Os causadores das negociatas, da promiscuidade política e do baixo nível em que se encontra a política em Portugal. Claro que há quem se aproveite desta situação, alguns até se chegam a considerar donos da Pátria, chamando de reaccionários àqueles que sentem vergonha e denunciam tudo aquilo que faz os patrões do “sistema” taparem os olhos para não ver.

 

Quem ousa constituir em arguidos os membros dos Aparelhos partidários? Ninguém! Porque será? Porque será que o órgão “Aparelho” não consta dos estatutos de qualquer partido e ninguém sabe sequer os nomes dos seus membros, mas que, afinal, são eles quem tudo controla no partido, na política, nos negócios e no País? Porque será que qualquer político que a ele (aparelho) não se submeta é literalmente afastado ou constituído arguido, mesmo com o povo do seu lado? Os mansos, os dóceis, os inócuos, os corruptos que servem com desvelo o Aparelho, esses, nunca sabem o que é ser arguido! São os candidatos ideais para o aparelho, mesmo sem terem o agrado da população!

 

António Reis Luz